A dívida bruta do setor público consolidado do Brasil atingiu um novo patamar em julho, representando 77,6% do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivale a R$ 9,6 trilhões. Os dados, divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC), revelam uma escalada preocupante nas contas públicas.
O aumento da dívida representa um acréscimo de 0,9 ponto percentual em relação ao mês de junho, quando o endividamento correspondia a 76,7% do PIB. Esse indicador reflete a soma das dívidas dos governos federal, estaduais e municipais, incluindo também os débitos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além do crescimento da dívida, as contas do setor público consolidado registraram um déficit primário de R$ 66,6 bilhões em julho. Para efeito de comparação, no mesmo período do ano anterior, o déficit havia sido de R$ 21,3 bilhões, evidenciando um agravamento da situação fiscal.
Em um horizonte de 12 meses, o setor público apresentou um superávit de R$ 27,3 bilhões, equivalente a 0,15% do PIB. No entanto, ao considerar o critério nominal, que inclui as despesas com juros da dívida pública, o cenário se torna mais desafiador, com um déficit de R$ 109 bilhões apenas em julho.
“O déficit ocorre quando as despesas do governo superam as receitas provenientes de tributos e impostos”, explica um analista financeiro. No acumulado de 12 meses, o déficit nominal atingiu a marca de R$ 941,2 bilhões, correspondendo a 7,63% do PIB, o que acende um alerta para a sustentabilidade das contas públicas no longo prazo.
Fonte: http://www.metropoles.com






