O dólar americano apresentou recuo de 0,40% frente ao real, fixando-se em R$ 5,45. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia com uma leve baixa de 0,34%, totalizando 139.863 pontos. A dinâmica reflete um cenário global influenciado por dados econômicos recentes e eventos políticos.
A queda do dólar é atribuída, em grande parte, a sinais de enfraquecimento da economia americana. Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a desaceleração na abertura de vagas de trabalho e nas encomendas industriais nos EUA contribuiu para a desvalorização da moeda.
Ainda segundo Shahini, a emissão de títulos soberanos pelo Tesouro brasileiro, captando US$ 1,75 bilhão, também exerceu um papel importante. Essa movimentação abriu espaço para novas emissões corporativas, fortalecendo a expectativa de maior entrada de capitais no país via títulos.
Contudo, o mercado financeiro operou atento a outras variáveis. No cenário nacional, o segundo dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF adicionou cautela. Nos Estados Unidos, desdobramentos de uma decisão judicial que questionou o tarifaço imposto por Donald Trump também geraram incertezas.
Em resposta a esse ambiente de instabilidade, investidores buscaram refúgio em ativos considerados mais seguros. Os contratos futuros de ouro, por exemplo, registraram a sexta alta consecutiva, atingindo um novo pico histórico, com a onça-troy cotada a US$ 3.606.
No âmbito do Ibovespa, o desempenho negativo foi influenciado, em parte, pela queda das ações da Ambev, como apontou Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital. “Dados da indústria divulgados pela manhã mostraram uma queda de produção”, explicou Bolzan, indicando um cenário de consumo mais fraco, inclusive de cerveja.
Além disso, os papéis da Petrobras também sofreram pressão, diante da possibilidade de aumento na produção de petróleo por parte da Opep+. Paralelamente, bancos brasileiros foram impactados por questionamentos do Tesouro dos EUA sobre iniciativas relacionadas à Lei Magnitsky.
Enquanto isso, as bolsas americanas apresentaram desempenhos distintos. O Dow Jones recuou, refletindo os dados mais fracos do mercado de trabalho. Em contrapartida, o S&P 500 e o Nasdaq avançaram, impulsionados pelo bom desempenho das ações de tecnologia, com destaque para a Alphabet após decisão judicial favorável.
Fonte: http://www.metropoles.com






