Após uma sequência de altas, o dólar comercial encerrou a sexta-feira em baixa no Brasil, cotado a R$ 5,33. O movimento acompanhou a tendência global de enfraquecimento da moeda americana, impulsionado pela divulgação do índice de inflação PCE nos Estados Unidos, um indicador crucial para as decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
O índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE) apresentou um aumento de 0,3% no mês, com a taxa de inflação anual atingindo 2,7%. Já o núcleo do PCE, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, registrou um aumento de 2,9% na base anual. Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado, aliviando temores de uma postura mais agressiva do Fed no combate à inflação.
“Os números do PCE trouxeram um certo alívio, confirmando que a inflação nos EUA está sob controle, pelo menos por enquanto”, comentou um analista de mercado. Essa percepção contribuiu para a valorização de moedas emergentes, como o real, frente ao dólar.
No mercado brasileiro, o dólar à vista fechou em baixa de 0,49%, cotado a R$ 5,3386. Apesar da queda no dia, a divisa acumulou alta de 0,34% na semana, refletindo ainda incertezas no cenário doméstico. No acumulado do ano, o dólar registra uma queda de 13,60%.
Além da inflação americana, dados do Banco Central também influenciaram o mercado. O Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 4,669 bilhões em agosto, um resultado melhor do que o esperado. Esse déficit foi mais do que compensado pelo saldo de investimentos diretos no país (IDP), de US$ 7,989 bilhões, reforçando a confiança na economia brasileira.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






