Dólar Dispara e Ibovespa Cede: Temores Fiscais e Trump Abalam Mercados

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O dia foi marcado por turbulência nos mercados financeiros brasileiros. O dólar registrou forte alta, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, reverteu a trajetória inicial de alta e passou a operar em queda. As declarações do ex-presidente americano Donald Trump sobre a China e as incertezas fiscais domésticas intensificaram a aversão ao risco entre os investidores.

Às 13h22, o dólar atingiu R$ 5,487, um salto de 2,06%. A moeda americana chegou a tocar a máxima de R$ 5,493 durante o dia, refletindo a pressão vinda tanto do cenário externo quanto das preocupações internas com a política fiscal do país. Na contramão, o Ibovespa recuava 0,75%, aos 140,6 mil pontos, após abrir o pregão em território positivo.

“O mercado está reagindo a uma combinação de fatores”, explicou um analista financeiro sob condição de anonimato. “As falas de Trump sobre tarifas à China reacenderam temores de uma guerra comercial, enquanto no Brasil a falta de clareza sobre as contas públicas continua a pesar”.

As declarações de Donald Trump, que ameaçou impor “tarifas massivas” à China e descartou um encontro com o presidente Xi Jinping, geraram um clima de incerteza global. A resposta da China, reforçando o controle de exportação de terras raras, adicionou mais um elemento de tensão ao cenário.

No Brasil, as atenções se voltaram para as declarações do presidente Lula e do ministro Haddad durante um evento em São Paulo. Lula criticou o que chamou de “indústria de desconfiança” em relação às notícias econômicas, afirmando que “ninguém neste país trata com mais responsabilidade a questão das contas públicas do que quem está no governo”. As declarações não foram suficientes para acalmar o mercado, que segue atento aos próximos passos do governo na área fiscal.

Além das questões fiscais e tensões geopolíticas, o mercado também monitorou outros eventos globais. O acordo de paz entre Israel e Hamas, mediado pelos EUA, trouxe um alívio inicial, mas ainda há incertezas sobre a implementação total do plano. Na Europa, a crise política na França e as preocupações com a economia japonesa também contribuíram para a cautela generalizada.

Fonte: http://www.metropoles.com