O mercado financeiro brasileiro operou de forma mista nesta quinta-feira, com o dólar mantendo-se praticamente estável e o Ibovespa registrando a segunda queda consecutiva. No câmbio, a moeda americana fechou com leve alta de 0,1%, cotada a R$ 5,298. Já o índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3) recuou 0,3%, pressionado por resultados trimestrais de empresas como Hapvida e Banco do Brasil.
Os investidores acompanharam de perto eventos tanto no cenário nacional quanto internacional. Entre os destaques, estiveram o fim do shutdown nos Estados Unidos, as negociações bilaterais entre Brasil e EUA sobre tarifas comerciais e a divulgação de dados do varejo brasileiro referentes a setembro. Internamente, as atenções se voltaram para o desempenho de empresas listadas na B3, com reações distintas aos balanços do terceiro trimestre.
A operadora de planos de saúde Hapvida protagonizou o principal movimento do dia, com suas ações despencando e entrando em leilão. A forte queda ocorreu após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, que, apesar de apresentarem lucro líquido ajustado de R$ 338 milhões, não agradaram o mercado. Analistas apontaram para um desempenho considerado decepcionante, com indicadores como o Ebitda ajustado abaixo das expectativas e um fluxo de caixa livre negativo.
“Em nossa opinião, o mercado deve reagir negativamente aos resultados, visto que algumas pressões reveladas nos números provavelmente persistirão pelo menos durante a maior parte de 2026”, afirmou o JPMorgan, em relatório que rebaixou a recomendação para as ações da Hapvida. O Banco do Brasil também sentiu o peso dos seus resultados trimestrais, com as ações em queda após a divulgação de um lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões, representando uma queda de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No cenário externo, o fim do shutdown nos Estados Unidos trouxe alívio aos mercados, enquanto as negociações entre Brasil e EUA sobre tarifas comerciais seguem no radar dos investidores. Além disso, os dados do varejo brasileiro, que registraram recuo de 0,3% em setembro, também foram acompanhados de perto. Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar se manteve estável “em um movimento de contramão do movimento global”, influenciado por declarações de dirigentes do Federal Reserve e por um leilão de títulos de dívida do governo dos EUA com demanda mais fraca.
Fonte: http://www.metropoles.com






