Enquanto a Eletrobras (ELET3; ELET6) se destaca como uma das ações mais sobrecompradas do Ibovespa, sinalizando um possível pico após uma valorização expressiva, a Braskem (BRKM5) enfrenta o extremo oposto, figurando entre as mais sobrevendidas. Essa dicotomia levanta questões sobre os fatores que impulsionam esses movimentos distintos no mercado acionário.
A Eletrobras, impulsionada por um apetite comprador robusto, acumula alta de 57,88% em 2025 e 39,34% nos últimos 12 meses. Já a Braskem amarga perdas significativas, com queda de 39,38% no ano e 63,48% em 12 meses. Essa discrepância acende o alerta para investidores e analistas, que buscam entender as dinâmicas por trás desses desempenhos opostos.
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta crucial da análise técnica, ilustra bem essa situação. Com a Eletrobras em 78,14 pontos, indica uma possível correção devido à sobrecompra. Por outro lado, a Braskem, com IFR em 28,48, sugere uma oportunidade de entrada para investidores que buscam ações com potencial de recuperação.
“Na prática, isso significa que a Eletrobras pode estar em momento de euforia, enquanto a Braskem enfrenta pressão vendedora que pode abrir espaço para repiques de alta”, explica Rodrigo Paz, analista técnico. Além desses dois casos emblemáticos, outras empresas também apresentam sinais de sobrecompra ou sobrevenda, influenciando as estratégias de investimento no mercado.
A análise técnica detalhada de ambas as empresas revela perspectivas distintas. Enquanto a Eletrobras busca consolidar seu patamar de alta, com suporte nos R$ 49,46 e resistência nos R$ 50,90, a Braskem luta para reverter a tendência de baixa, encontrando resistência nos R$ 9,86 e suporte nos R$ 7,02. O futuro de ambas as ações dependerá da capacidade de superar esses desafios técnicos e aproveitar as oportunidades que o mercado apresentar.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






