Em meio a escalada de tensões com os EUA, Maduro busca mediação do Papa Francisco

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Diante da crescente tensão com os Estados Unidos, o presidente venezuelano Nicolás Maduro recorreu ao Papa Francisco, solicitando sua intervenção para promover a paz e a estabilidade na Venezuela. O anúncio foi feito durante seu programa na televisão estatal, na última segunda-feira, 6 de outubro. Maduro expressou sua “grande fé” no pontífice para ajudar a preservar a segurança do país, em um momento de forte pressão internacional.

“Já pedi ajuda ao Papa, ao nosso senhor Jesus Cristo”, declarou Maduro, enfatizando a importância do apoio do Vaticano. “Tenho grande fé que o Papa Francisco, como está escrito na carta que o mandei, ajude a Venezuela a preservar e alcançar a paz, a estabilidade”. Ele expressou o desejo de que o Papa abrace a Venezuela com sua palavra, bênçãos e com a diplomacia do Vaticano, visando uma “grande vitória da paz”.

O apelo de Maduro ocorre em um contexto delicado, com navios de guerra americanos posicionados em águas internacionais no Caribe, próximos à costa venezuelana. O governo Trump justifica a mobilização naval como uma ação de combate ao narcotráfico na região. Contudo, a situação é agravada pela acusação dos EUA de que Maduro é o chefe do cartel venezuelano Los Soles, o que o líder venezuelano nega veementemente.

Recentemente, foram registrados pelo menos quatro ataques de navios de guerra contra embarcações no Caribe, sob a alegação de que transportavam drogas. O governo Trump alega que essas operações resultaram em mortes, mas ainda não apresentou provas concretas da ligação da Venezuela com o tráfico de entorpecentes. Maduro classificou as ações dos EUA como “agressão armada”, aumentando ainda mais a tensão entre os dois países.

Questionado sobre suas expectativas em relação à intervenção do Papa, Maduro respondeu: “Sim, bem, ele [Papa] buscará os caminhos e esperamos que, então, a iniciativa possa ser tomada.” A busca por mediadores externos reflete a crescente preocupação do governo venezuelano com a escalada da crise e a busca por uma solução pacífica para o impasse.

Fonte: http://www.metropoles.com