A possibilidade de uma escalada significativa no conflito entre Ucrânia e Rússia ganhou força com declarações do general Keith Kellog, enviado especial dos Estados Unidos para a Ucrânia. Kellog indicou que o ex-presidente Donald Trump estaria inclinado a autorizar ataques de longo alcance contra alvos dentro da Rússia, conforme revelado em entrevista à Fox News.
A declaração reacende o debate sobre o envolvimento dos EUA na guerra e o potencial fornecimento de armamentos mais poderosos para Kiev. Especificamente, Kellog mencionou a possibilidade de fornecer mísseis Tomahawk à Ucrânia, um armamento com capacidade de atingir alvos em profundidade no território russo. “Aproveite a oportunidade para atacar profundamente. Não há refúgios seguros”, afirmou o general, ecoando o que ele acredita ser o desejo do presidente Zelensky.
As declarações de Kellog surgem após um encontro entre Zelensky e Trump à margem da Assembleia Geral da ONU, onde o presidente ucraniano buscou apoio para sua causa. Zelensky tem adotado uma postura mais assertiva, inclusive mencionando que as autoridades russas precisariam buscar “abrigo antiaéreo” caso continuem com as ofensivas. O governo Trump, por sua vez, tem intensificado a pressão sobre a Rússia por meio de sanções econômicas e, agora, considera o envio de mísseis Tomahawk.
Embora a decisão final sobre o fornecimento dos mísseis Tomahawk ainda dependa de Trump, segundo Kellog, a discussão sobre o tema já está em curso em Washington. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, confirmou que a transferência de tais mísseis para a Ucrânia, a pedido de Zelensky, está sendo avaliada. A Rússia, por sua vez, tem demonstrado preocupação com o crescente apoio militar ocidental à Ucrânia.
Em um esforço para encontrar uma solução diplomática, representantes da Rússia e dos EUA, como Lavrov e Rubio, discutiram a situação na Ucrânia durante a Assembleia Geral da ONU. Ambos reafirmaram o interesse em buscar uma resolução pacífica, baseada em entendimentos prévios alcançados durante a cúpula bilateral de Anchorage, no Alasca, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Fonte: http://www.metropoles.com






