A tensão entre Estados Unidos e Venezuela atinge um novo patamar com a intensificação da presença militar americana no Caribe e a escalada das ameaças contra o governo de Nicolás Maduro. O presidente Donald Trump autorizou a CIA a realizar “ações secretas e letais” na Venezuela, além de ter liberado o sobrevoo de um bombardeiro nuclear estratégico na região, elevando a pressão sobre o regime venezuelano.
Desde agosto, os EUA vêm implementando um cerco militar no Caribe, enviando navios de guerra e caças F-35 para a área. A movimentação ocorre em meio a acusações contra Maduro, que é apontado como chefe do cartel de drogas Los Soles, recentemente reclassificado como organização terrorista por Washington. Essa mudança na política externa americana facilita operações militares em outros países sob a égide do combate ao terrorismo.
Na última terça-feira, Trump anunciou um novo bombardeio contra uma embarcação na costa venezuelana, alegando que ela era utilizada para transportar drogas, embora não tenha apresentado provas. Segundo o governo americano, seis pessoas, classificadas como “narcoterroristas”, morreram na ação. Cinco embarcações já foram atacadas por forças americanas na região nos últimos meses, todas acusadas de envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
Um dia após o ataque, um bombardeiro B-52, capaz de transportar armamento nuclear, sobrevoou a costa venezuelana. A ação, juntamente com o aval para operações secretas da CIA, intensifica o conflito. Segundo o The New York Times, as ações da CIA na Venezuela teriam como objetivo final a queda do governo de Maduro.
Em resposta à crescente pressão, que inclui uma recompensa de US$ 50 milhões por sua captura, Maduro ordenou uma mobilização militar massiva em Caracas e no estado de Miranda. O objetivo, segundo o governo chavista, é a realização de exercícios simulando a defesa territorial do país. Maduro condenou as ações americanas, chamando-as de tentativa de “golpe de Estado”. “Não à guerra no Caribe. Não à mudança de regime, que nos lembro tanto as eternas guerras fracassadas no Afeganistão, no Irã, no Iraque”, declarou o presidente venezuelano.
Fonte: http://www.metropoles.com






