A controversa ligação entre o ex-presidente Donald Trump e o falecido financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, transformou-se em um obstáculo diplomático durante sua recente visita ao Reino Unido. A sombra do escândalo, antes restrita ao cenário político interno dos EUA, agora se projeta no plano internacional, impactando as relações com aliados importantes.
A chegada de Trump à Inglaterra foi marcada por intensos protestos, com manifestantes projetando imagens que o associavam a Epstein nas paredes do Castelo de Windsor. O simbolismo da localização, um dos principais palácios da monarquia britânica, amplificou o impacto das manifestações, demonstrando a indignação da opinião pública. A visita oficial, que visava fortalecer laços comerciais e tecnológicos, acabou ofuscada pela repercussão negativa.
Em meio à controvérsia, o governo britânico agiu rapidamente para mitigar os danos. O embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, foi demitido após a revelação de sua ligação com Epstein, em uma tentativa de Londres de minimizar riscos diplomáticos e evitar qualquer aparência de conivência, conforme apontou o professor de Relações Internacionais Roberto Uebel.
“Governos percebem a rede de Epstein como ameaça reputacional séria, especialmente diante das manifestações que ligaram Trump diretamente a esse universo”, explicou Uebel. A demissão de Mandelson demonstra a preocupação em preservar a imagem da monarquia e do governo britânico diante da opinião pública, que se mostra cada vez mais sensível a escândalos de caráter.
Apesar das turbulências, Trump e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, assinaram um acordo de “prosperidade tecnológica”, que inclui um investimento significativo de empresas americanas no Reino Unido. Trump descreveu a relação entre os dois países como um “vínculo inquebrável”, mas a sombra do escândalo Epstein paira sobre a parceria, testando a resiliência dos laços diplomáticos.
Fonte: http://www.metropoles.com






