O governo federal mira em um robusto investimento de R$ 160 bilhões provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para impulsionar setores cruciais como habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana em 2026. O anúncio foi feito pelo Ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltando a importância estratégica dessa alocação para o desenvolvimento nacional.
O montante solicitado ao Conselho Curador do FGTS representa um acréscimo de 5% em relação aos R$ 152 bilhões já disponibilizados para este ano. A aprovação do Conselho Curador é um passo fundamental para a concretização desse plano ambicioso. O ministro Jader Filho enfatizou que os recursos não se restringirão ao programa Minha Casa, Minha Vida, abrangendo também projetos de saneamento, mobilidade urbana e obras de infraestrutura.
“Não é só o Minha Casa, Minha Vida. Parte disso é para saneamento, mobilidade, obras de infraestrutura na cidade”, declarou o ministro, evidenciando a amplitude do projeto. Vale ressaltar o expressivo crescimento da verba, que em 2023 totalizava R$ 66 bilhões, demonstrando o compromisso do governo com o desenvolvimento urbano e a qualidade de vida da população.
Do total almejado, estima-se que R$ 144,5 bilhões sejam destinados ao setor habitacional, com foco no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A demanda aquecida por crédito imobiliário tem levado, nos últimos anos, ao remanejamento de recursos do FGTS para a habitação. Em julho, por exemplo, houve um aporte adicional de R$ 10 bilhões para o setor, devido à escassez de recursos.
A ampliação das políticas habitacionais é uma prioridade do governo Lula, visando impulsionar a popularidade, especialmente entre a classe média. Recentemente, foi lançado o programa Reforma Casa Brasil, que facilita o acesso ao crédito para melhorias habitacionais. Adicionalmente, o governo anunciou um novo modelo de crédito imobiliário com recursos da poupança (SBPE), injetando cerca de R$ 50 bilhões no mercado em um ano.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






