O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima sua previsão de crescimento econômico global para 2025, citando a resiliência da economia mundial frente a choques tarifários e condições financeiras mais favoráveis do que o esperado. Apesar do otimismo cauteloso, a instituição expressa preocupação com o potencial impacto de uma escalada nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que poderia comprometer significativamente o crescimento futuro.
Apesar das tarifas impostas pelo governo americano, a agilidade do setor privado em redirecionar cadeias de suprimentos, um dólar mais fraco, estímulos fiscais na Europa e China, e um aumento nos investimentos em inteligência artificial ajudaram a impulsionar a produção global. “Não tão ruim quanto temíamos, mas pior do que prevíamos há um ano e pior do que precisamos”, comentou Pierre-Olivier Gourinchas, economista-chefe do FMI, ressaltando a necessidade de um crescimento mais robusto.
No entanto, a recente ameaça de tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses, feita pelos EUA, reacendeu o temor de uma guerra comercial em grande escala. Gourinchas alertou que, se concretizada, essa escalada representaria um risco significativo para a economia global, reduzindo as projeções de crescimento e aumentando a incerteza que paralisa investimentos e gastos.
O cenário base do FMI prevê um crescimento de 3,2% para a economia global em 2025 e 3,1% em 2026. Contudo, um cenário de risco negativo, modelado com tarifas substancialmente maiores sobre produtos chineses e de outros países, poderia reduzir o crescimento global em 0,3 ponto percentual em 2026, e até 0,6 ponto percentual em 2028.
As perspectivas para os Estados Unidos permanecem estáveis, com um crescimento projetado de 2,0% em 2025 e 2,1% em 2026. O FMI destaca que o crescimento americano é impulsionado por tarifas mais baixas do que o esperado, um impulso fiscal, condições financeiras favoráveis e o aumento de investimentos em inteligência artificial. Já a China, o FMI manteve suas projeções de crescimento em 4,8% para 2025 e 4,2% para 2026, demonstrando preocupação com a instabilidade do setor imobiliário e os riscos à estabilidade financeira.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






