Fundos Imobiliários de Shoppings Disparam em 2025 e Atraem Investimentos Bilionários

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Os Fundos Imobiliários (FIIs) de shoppings estão em alta em 2025, demonstrando uma recuperação notável após um ano difícil. O segmento já acumula uma valorização de 18,4% no Ifix, superando as expectativas do mercado e mostrando resiliência, mesmo com a taxa Selic em patamares elevados.

Este desempenho positivo é impulsionado pelo crescimento do setor de shoppings centers. De acordo com dados da Abrasce, o faturamento do setor atingiu R$ 198,4 bilhões em 2024, com projeções de alcançar R$ 201,6 bilhões em 2025. Este cenário atrai a atenção de grandes gestoras, que movimentam bilhões em aquisições e consolidações.

Apesar do bom desempenho operacional, a janela de novas captações permanece fechada para os fundos de tijolo. Como consequência, os FIIs de shoppings continuam sendo negociados com desconto em relação ao seu valor patrimonial. Operações de compra e venda de ativos se tornam mais seletivas, focadas na reorganização de portfólios e cumprimento de obrigações financeiras.

“Os juros mais altos estão forçando vendedores a abrirem mão de rentabilidade, o que beneficia os fundos com recursos em caixa”, avalia Flavio Pires, analista sênior de FIIs do Santander. Ele ainda complementa, “Temos visto cap rates mais atrativos e melhora dos retornos médios de portfólio”. Pires ressalta que a maioria dos gestores adota uma postura defensiva, buscando reforçar o caixa e priorizar a desalavancagem.

Em um relatório recente, analistas do Itaú BBA mantiveram a cobertura de nove fundos de shoppings, recomendando a compra de HGBS11, HSML11, XPML11 e VISC11. As recomendações se baseiam na diversificação, gestão experiente e portfólio premium, apesar de alguns ativos apresentarem indicadores abaixo da média e alavancagem considerável.

O mercado de FIIs de shoppings também tem testemunhado um ciclo de consolidação. Um exemplo notório é a aquisição da carteira de seis FIIs da Genial pelo Patria, em um negócio de R$ 2,5 bilhões, que resultou na criação do PMLL11. Adicionalmente, a Riza Azzet fechou um acordo com o XP Malls para a aquisição de participações em nove shoppings, em uma transação avaliada em R$ 1,6 bilhão, demonstrando o aquecimento do setor.

Fonte: http://www.infomoney.com.br