Fusão Petz-Cobasi: Cade Adia Decisão e Busca Consenso em Meio a Divergências

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A análise da fusão entre as gigantes do mercado pet, Petz e Cobasi, segue gerando debates. O relator do caso no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) admitiu que o tribunal ainda não chegou a um consenso sobre a operação, sinalizando que a decisão final pode demorar. Uma audiência pública recente reuniu representantes das empresas, da concorrente Petlove, além de ONGs, associações e membros do governo e do legislativo para discutir os impactos da fusão.

O conselheiro José Levi Mello do Amaral Jr., relator do caso, afirmou que o órgão antitruste está conduzindo uma “instrução complementar” para embasar a decisão do tribunal. Segundo ele, o Departamento de Estudos Econômicos do Cade está aprofundando a análise das questões concorrenciais, realizando novos testes de mercado para obter um quadro completo da situação. O objetivo é confirmar ou complementar o parecer inicial da Superintendência-Geral.

A Superintendência-Geral (SG) do Cade já havia aprovado a operação sem restrições, porém um recurso apresentado posteriormente levou o caso para análise do tribunal administrativo. Diante das divergências, o relator ressaltou a dificuldade em prever o resultado final. “Não consigo neste momento avaliar o que seria um denominador comum entre conselheiros”, declarou, indicando a incerteza sobre a aprovação, reprovação ou necessidade de medidas compensatórias.

Caso sejam identificadas necessidades de ajustes, o Cade buscará um consenso e uma negociação para garantir a concorrência no setor. “No que depender de mim, o Cade a princípio não vai propor remédios, mas ele vai provocar que interessadas e terceiros interessados cogitem remédios”, explicou o conselheiro, sinalizando que a discussão sobre possíveis soluções já está em andamento. A análise da fusão foi prorrogada por 90 dias em agosto, demonstrando a complexidade do caso.

A fusão, anunciada em agosto de 2024, prevê a incorporação das ações da Petz pela Cobasi, resultando em uma nova empresa com participação de 52,6% para os acionistas da Petz e 47,4% para os da Cobasi. A deputada federal Gisela Simona (União-MT) questionou o relator sobre as possíveis aprovações da operação, demonstrando o interesse do legislativo no desfecho dessa união.

Fonte: http://www.infomoney.com.br