Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reiterou nesta segunda-feira a postura firme da instituição em relação à taxa Selic. Segundo ele, não há justificativas para alterar a atual taxa básica de juros, fixada em 15% ao ano. A declaração foi dada durante um evento em São Paulo, reforçando o compromisso do BC com o controle da inflação.
“Não há qualquer tipo de adição ou modulação em relação a minha última fala na quinta-feira (27/11)”, afirmou Galípolo, sinalizando que a política monetária permanecerá restritiva pelo tempo necessário. Na semana anterior, o presidente do BC já havia destacado que a Selic alta é uma medida essencial para garantir a estabilidade dos preços. Ele também apontou que as taxas de juros no Brasil são mais elevadas devido a questões estruturais do país.
O mercado financeiro acompanha atentamente as decisões do Banco Central, buscando indícios de quando poderá ocorrer um ciclo de cortes na Selic. Paralelamente, o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, trouxe ligeiros ajustes para baixo nas projeções de inflação para os próximos anos. As estimativas para 2025 e 2026 foram revisadas para 4,43% e 4,17%, respectivamente, indicando um cenário de inflação mais controlada no médio prazo.
Esses dados, embora positivos, aparentemente não foram suficientes para alterar a percepção do Banco Central em relação à necessidade de manter a política monetária conservadora. A postura de Galípolo sugere que a Selic permanecerá no patamar atual até que haja uma convergência mais clara da inflação para a meta estabelecida.
Fonte: http://www.metropoles.com






