Gaza Pós-Cessar-Fogo: Troca de Prisioneiros Começa, Mas Corpos Retidos Ameaçam Acordo

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Após a assinatura de um acordo mediado por Donald Trump, a Faixa de Gaza vive uma nova fase, marcada pelo cessar-fogo entre Israel e Hamas. A trégua, que entrou em vigor na última sexta-feira (10/10) após intensas negociações com a participação de EUA, Egito, Catar e Turquia, busca trazer estabilidade à região. O acordo, no entanto, enfrenta desafios logo de início.

A primeira etapa do plano de paz, a troca de reféns por prisioneiros palestinos, teve início nesta segunda-feira (13/10), sinalizando um avanço. Ao todo, 20 sequestrados pelo Hamas foram devolvidos a Israel, enquanto o governo israelense libertou cerca de 2 mil prisioneiros palestinos. Essa troca representa um passo crucial, mas a questão dos corpos de reféns ainda retidos pelo Hamas lança uma sombra sobre o processo.

De acordo com o acordo, o Hamas precisa devolver 24 corpos de reféns, mas até o momento, apenas quatro foram enviados a Israel. Essa pendência já gerou tensões e críticas. “O anúncio do Hamas sobre o retorno esperado de quatro corpos hoje é um fracasso no cumprimento de compromissos”, declarou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, em comunicado, sinalizando que qualquer atraso será considerado uma violação do acordo.

Apesar do início da troca, o futuro do acordo permanece incerto. Questões cruciais como a desmilitarização do Hamas, a implementação de uma Força Internacional de Estabilização Temporária (FIE) e a formação de um novo governo para Gaza sem a participação do Hamas, ainda dependem da resolução da questão dos corpos. O cumprimento integral do plano de paz é fundamental para garantir uma estabilidade duradoura na região.

As próximas etapas do acordo, incluindo o desarmamento do Hamas e a reestruturação do governo de Gaza, permanecem incertas. O Hamas ainda não se pronunciou sobre a entrega de armas, levantando dúvidas sobre o futuro do acordo. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, na expectativa de que as partes envolvidas mantenham o compromisso com a paz e a estabilidade na região.

Fonte: http://www.metropoles.com