O Goldman Sachs promoveu uma revisão significativa nas suas recomendações para os principais bancos brasileiros, sinalizando mudanças nas perspectivas para o setor. A análise, divulgada recentemente, elevou a recomendação das ações do Bradesco (BBDC4) e rebaixou a do Santander Brasil (SANB11), enquanto manteve a avaliação para Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3).
O Bradesco foi o destaque positivo, com a elevação da recomendação de “venda” para “neutro” e o preço-alvo ajustado de R$ 15 para R$ 17. Segundo os analistas do Goldman Sachs, o banco apresentou uma “geração de capital melhor do que o previsto ao longo de 2025”, acompanhada de uma recuperação gradual da lucratividade impulsionada por margens de juros líquidas (NIMs) mais robustas e pelo desempenho do segmento de seguros.
Em contrapartida, o Santander Brasil teve sua classificação reduzida de “neutro” para “venda”, com o preço-alvo cortado de R$ 28 para R$ 26. A justificativa para a revisão negativa reside na expectativa de um desempenho mais fraco em comparação com seus concorrentes privados. “De fato, esperamos um crescimento mais lento do crédito do que os pares e vemos riscos de queda”, explicam Tito Labarta e sua equipe.
Itaú Unibanco manteve a recomendação de “compra”, refletindo a confiança na sua “forte lucratividade”. Já o Banco do Brasil continuou com a recomendação “neutra”, uma vez que os desafios enfrentados pela instituição, incluindo a deterioração da carteira de crédito rural, já estariam refletidos no preço atual das ações.
Olhando para o futuro, o Goldman Sachs projeta uma melhora gradual nos lucros do Itaú e do Bradesco no terceiro trimestre de 2025, enquanto espera estabilidade para o Santander Brasil. A casa de análise ressalta que a visibilidade dos lucros do Banco do Brasil permanece incerta devido aos desafios no setor de crédito rural.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






