Greve dos Caminhoneiros Falha em Deixar Marca: Rodovias Seguem Livres Após Convocação

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A tentativa de paralisação por uma ala dos caminhoneiros não ganhou força, com as rodovias federais operando normalmente na manhã desta quinta-feira. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que não foram registrados bloqueios, manifestações ou qualquer interdição que indicasse adesão à greve convocada.

O chamado para a greve, amplamente divulgado nas redes sociais, partiu de vídeos do desembargador aposentado Sebastião Coelho e de Francisco Burgardt, conhecido como Chicão Caminhoneiro, representante da União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC). Nos vídeos, ambos defendem a interdição de vias em todo o país.

A pauta do movimento permanece nebulosa, embora as convocações mencionem apoio à “anistia” para membros da categoria e a defesa da estabilidade contratual, juntamente com a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas. A falta de clareza nos objetivos parece ter contribuído para a baixa adesão.

Em declarações ao Estadão, Chicão negou qualquer relação entre a greve e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro ou com o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, a anistia defendida se refere a processos e sanções decorrentes de greves anteriores.

A Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo emitiu nota afirmando ter conhecimento de manifestações individuais, mas negou participação, convocação ou deliberação institucional em prol de paralisação ou greve geral relacionada à situação jurídica do ex-presidente. A entidade reforçou que tais atos são iniciativas particulares.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) também se posicionou contrária à paralisação, afirmando que não apoiará indicativos de greve com viés político. Carlos Litti, diretor da confederação, declarou: “Não apoiaremos, pois se trata de uma pauta política por anistia. Há pautas setoriais justas apresentadas, mas no meio um pedido de anistia para crimes, o que é um absurdo”.

Em contrapartida, a UBC estima uma adesão inicial de aproximadamente 20% da categoria. Francisco Burgardt, representante da entidade, disse ao Broadcast Agro que a proposta é nacional e direcionada aos cerca de 1,2 milhão de caminhoneiros autônomos do país, ressaltando a liberdade individual de adesão e o embasamento legal do movimento.

Fonte: http://www.infomoney.com.br