Hapvida Surpreende com Lucro, Mas Ações Desabam na Bolsa: O Que Aconteceu?

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Apesar de anunciar um aumento no lucro líquido do terceiro trimestre em comparação com o ano anterior, a Hapvida, gigante do setor de planos de saúde e odontológicos, enfrentou um revés dramático na Bolsa de Valores do Brasil (B3). As ações da companhia sofreram uma forte queda, surpreendendo investidores e analistas.

Por volta das 13h25, os papéis da Hapvida exibiam uma queda acentuada de quase 45%, sendo cotados a R$ 18,01. A desvalorização foi notada desde a abertura do pregão, com uma retração inicial de 33%, atingindo R$ 22,09. A volatilidade intensa levou as ações a entrarem em leilão, um mecanismo para equilibrar oferta e demanda em momentos críticos.

No balanço financeiro divulgado na noite anterior, a Hapvida reportou um lucro líquido ajustado de R$ 338 milhões no terceiro trimestre, representando um crescimento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2024. Contudo, o Ebitda ajustado apresentou uma queda anual de 17,6%, ficando em R$ 746,4 milhões. As estimativas de mercado apontavam para um lucro líquido de R$ 248 milhões e um Ebitda de R$ 842 milhões.

Analistas de mercado apontam que, apesar do lucro positivo, o desempenho geral da Hapvida foi considerado decepcionante. O Goldman Sachs destacou a queda de 1,4 ponto percentual no índice de sinistralidade médica (MLR), atribuindo-a a efeitos sazonais, custos fixos mais altos e vendas mais fracas. O fluxo de caixa livre negativo de R$ 234 milhões e o aumento da dívida líquida também pesaram.

O BTG Pactual classificou os resultados como fracos, citando o fluxo de caixa livre ruim e o crescimento orgânico abaixo do esperado. “Cortamos as estimativas oficiais de Ebitda para 2026 em 20% e mantivemos recomendação de compra, mas com menor confiança, reduzindo o preço-alvo de fim de 2026 para R$ 50 (ante R$ 67)”, informou o relatório do banco. O JPMorgan também reduziu o preço-alvo e rebaixou a recomendação das ações para “neutra”, prevendo uma reação negativa do mercado devido às pressões que devem persistir até 2026.

Adicionalmente, a Hapvida enfrenta uma concorrência acirrada na região metropolitana de São Paulo, onde a Amil tem adotado uma postura comercial mais agressiva. Especialistas indicam que a recuperação da lucratividade pode ser mais lenta do que o esperado, dependendo de maiores volumes e tíquete médio.

Fonte: http://www.metropoles.com