Ibovespa Alcança Novo Recorde e Dólar Cede com Eleições e Expectativas sobre Juros

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O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de otimismo nesta terça-feira (2/12), impulsionado por fatores tanto internos quanto externos. O dólar registrou uma queda de 0,52%, fechando a R$ 5,32, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, atingiu um novo patamar histórico. No auge do pregão, o índice alcançou 161.001,87 pontos, finalizando o dia com uma alta de 1,56%, aos 161.092,25 pontos.

Analistas apontam que a combinação de pesquisas eleitorais e expectativas em relação à política monetária dos Estados Unidos foram cruciais para o desempenho do mercado. A divulgação de pesquisas eleitorais, indicando uma possível mudança no cenário político, influenciou diretamente o humor dos investidores, como destaca Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

De acordo com levantamento da AtlasIntel, Lula lidera as intenções de voto, mas a diferença para Tarcísio de Freitas diminuiu. Rubens Cittadin Neto, especialista em renda variável da Manchester Investimentos, corrobora essa visão, argumentando que o mercado está precificando a possibilidade de um novo governo, com potencial para influenciar as taxas de juros futuras: “Aqui não é o mercado sendo político, mas é o mercado fazendo contas de inflação e juros”.

No cenário internacional, a expectativa de um novo corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima semana também exerceu influência. Essa perspectiva, segundo Shahini, reduz a atratividade do dólar e favorece o diferencial de juros no Brasil, mantendo o *carry trade* atrativo para o real. Max Bohm, estrategista da Nomos, complementa que a busca por maiores retornos em mercados emergentes, como o Brasil, impulsiona o capital estrangeiro para a Bolsa.

Adicionalmente, a divulgação de dados de produção industrial, com um crescimento de 0,1% em outubro, abaixo das expectativas do mercado, contribuiu para um fechamento leve da curva de juros. André Valério, economista sênior do Inter, observa que o real se valorizou em um dia de poucas notícias externas, impulsionado também por um leilão de títulos do Tesouro e pela postergação da cobrança de IR sobre dividendos. Por fim, a ausência de indicações sobre a política de juros em um discurso de Jerome Powell, presidente do Fed, frustrou parte dos investidores.

Fonte: http://www.metropoles.com