O mercado financeiro brasileiro encerrou novembro em alta, impulsionado por um cenário global favorável e dados positivos sobre o emprego no país. O Ibovespa, principal índice da B3, atingiu um novo recorde de fechamento, enquanto o dólar registrou queda frente ao real, refletindo um maior apetite por risco por parte dos investidores.
Nesta sexta-feira, o dólar recuou 0,31%, cotado a R$ 5,33. Paralelamente, o Ibovespa avançou 0,45%, atingindo 159.072,13 pontos, superando o recorde anterior de 158.554,94 pontos estabelecido na quarta-feira. Durante o pregão, o índice chegou a alcançar uma máxima histórica de 159.685,29 pontos.
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a crescente expectativa de um corte de juros nos Estados Unidos em dezembro contribuiu para o otimismo do mercado. “Essa perspectiva se consolidou no fim do mês, levando a um movimento de enfraquecimento do dólar no exterior”, explica Shahini, ressaltando o bom desempenho das moedas emergentes.
No cenário doméstico, a taxa de desemprego no Brasil atingiu o menor nível da série histórica, ficando em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com dados da Pnad Contínua do IBGE. “Esse conjunto de fatores ampliou a percepção de que os juros no Brasil podem permanecer elevados por mais tempo”, avalia Shahini, o que favorece o diferencial de taxas entre o Brasil e os EUA, exercendo pressão baixista sobre o dólar.
Contudo, nem todos os papéis tiveram um bom desempenho. As ações da Petrobras, por exemplo, registraram queda após a divulgação do plano estratégico da empresa para o período de 2026 a 2030, que não sinalizou a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários. A companhia apresentou apenas a projeção de distribuição de US$ 45 bilhões a US$ 50 bilhões para os próximos quatro anos.
Fonte: http://www.metropoles.com






