O Ibovespa tem demonstrado uma performance notável, atingindo sucessivas máximas históricas e superando a marca de 158,5 mil pontos. Esse desempenho, que muitos consideram um dos mais consistentes desde o Plano Real, reacende o debate: ainda é vantajoso investir em ações? E, em caso afirmativo, como aproveitar este momento de forma estratégica e consciente?
Em resposta a essa crescente demanda por orientação, especialistas do mercado financeiro compartilham suas perspectivas e estratégias. Antônio Sanches, analista de research da Rico, enfatiza o potencial promissor do investimento em ações, destacando a importância de adotar uma mentalidade de sócio de longo prazo. “Investir em ações é investir em empresas. Você acredita no potencial de crescimento delas, na geração de lucros e no aumento do seu patrimônio ao longo do tempo”, explica Sanches.
Investir em ações oferece a perspectiva de valorização a longo prazo, impulsionada pelo crescimento da empresa, aumento dos lucros e distribuição de dividendos. Contudo, é crucial estar ciente dos riscos inerentes ao mercado de ações, incluindo a volatilidade diária dos preços e a ausência da proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A volatilidade do mercado pode gerar apreensão, como evidenciado durante a pandemia, quando ações sofreram quedas abruptas seguidas de recuperações. Sanches adverte que “esse sobe e desce pode assustar e levar o investidor a decisões precipitadas”. Para mitigar esses riscos, é fundamental adotar uma visão de longo prazo, estratégia bem definida e disciplina.
Ações são mais adequadas para quem busca crescimento de patrimônio a longo prazo e aceita as oscilações do mercado. Sanches recomenda ter uma reserva de emergência e um horizonte de investimento de pelo menos três a cinco anos antes de investir em ações. Investidores moderados e arrojados tendem a se adaptar melhor ao comportamento da Bolsa, mas qualquer pessoa pode aprender a investir com estratégia e educação financeira.
A escolha do momento ideal para investir em ações gera dúvidas, mas Sanches enfatiza a importância de avaliar a própria situação financeira antes de considerar o cenário econômico. “Antes de olhar para o mercado, o investidor precisa avaliar se está preparado para deixar o dinheiro aplicado por mais tempo”, afirma. Períodos de queda da taxa Selic costumam ser favoráveis, pois tornam a renda fixa menos atraente, aumentando o fluxo para ações.
Sanches ressalta que “o tempo no mercado é mais importante do que acertar o tempo do mercado”, desaconselhando a tentativa de prever o momento exato. Para selecionar as empresas certas, ele sugere o método “top-down”: analisar o cenário econômico, identificar setores promissores e, dentro deles, escolher empresas sólidas com lucros consistentes, margens saudáveis e baixo endividamento.
Para auxiliar investidores iniciantes, apresentamos um passo a passo prático: (1) defina seu perfil de investidor, (2) monte sua reserva de emergência, (3) escolha uma corretora de confiança, (4) decida como investir (fundos de ações, ETFs ou carteiras recomendadas), e (5) invista com constância e paciência. “Investir em ações é uma maratona, não uma corrida. Quem tem paciência e consistência colhe os melhores resultados”, conclui Sanches.
Investir de forma constante, diversificada e com estratégia é fundamental para participar dos lucros e do crescimento das empresas e da economia. Para dar o primeiro passo, baixe o e-book Como Investir em Ações e descubra como aplicar seu dinheiro de forma inteligente e sustentável.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






