Em um dia marcado por turbulências nos mercados globais, o Ibovespa desafiou a tendência e registrou seu sétimo recorde consecutivo nesta terça-feira. O principal índice da B3 encerrou o dia com uma alta de 0,16%, atingindo a marca de 150.700,45 pontos. Esse desempenho notável contrasta com o clima de aversão ao risco que predominou nos mercados internacionais.
Enquanto a bolsa brasileira surfava na contramão, o dólar operou em alta, impulsionado pela cautela global. A moeda americana avançou 0,77% frente ao real, atingindo a cotação de R$ 5,39. A valorização do dólar reflete a busca por segurança por parte dos investidores em meio às incertezas sobre a política monetária nos Estados Unidos e outros fatores externos.
De acordo com Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a alta do dólar acompanha o movimento global de valorização da moeda americana, diante das dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). “A cautela dos investidores se soma à queda do petróleo e do minério de ferro, que pressiona moedas de países exportadores de commodities”, explica Shahini, ressaltando que o cenário doméstico também contribui para o movimento.
Ainda no cenário nacional, o mercado aguarda ansiosamente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, que será divulgada nesta quarta-feira. A expectativa geral é de que a taxa básica de juros seja mantida no patamar atual de 15% ao ano. A grande questão é se o Copom sinalizará um possível início de um novo ciclo de cortes na taxa.
O impacto da aversão ao risco também se fez sentir nas bolsas americanas e europeias, que apresentaram desempenhos negativos. Em Nova York, os principais índices como S&P 500, Dow Jones e Nasdaq fecharam em queda. Na Europa, a maioria das bolsas também encerrou o dia no vermelho, com exceção de Londres.
Fonte: http://www.metropoles.com






