Ibovespa Rompe Barreira dos 147 Mil Pontos em Novo Recorde; Dólar Cede

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), atingiu um novo patamar histórico nesta terça-feira, rompendo a marca dos 147 mil pontos. Ao final do pregão, o índice fechou em alta de 0,31%, alcançando 147.428,90 pontos. Em contrapartida, o dólar americano registrou uma leve queda de 0,19% frente ao real, sendo cotado a R$ 5,35.

Na sessão anterior, o Ibovespa já havia demonstrado sua força, avançando 0,55% e atingindo 146.969,10 pontos. Paralelamente, as principais bolsas americanas também têm apresentado valorizações significativas. No momento do fechamento do mercado brasileiro, os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq exibiam altas de 0,30%, 0,41% e 0,89%, respectivamente.

O otimismo nos mercados de capitais reflete um alívio nas preocupações em relação a diversos fatores econômicos, impulsionando o apetite dos investidores por ativos de risco, como ações. A expectativa em torno do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, agendado para quinta-feira na Coreia do Sul, contribui para esse cenário.

A reunião entre os líderes americano e chinês é aguardada com grande expectativa, especialmente em relação às discussões sobre as tarifas impostas por ambos os países. “Tenho muito respeito pelo presidente Xi e acho que chegaremos a um acordo”, declarou Trump, sinalizando um possível avanço nas negociações.

Outro evento importante para o mercado é a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, na quarta-feira. A expectativa do mercado é de um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros americana, atualmente fixada entre 4% e 4,5%. Essa medida tende a aumentar o interesse por ativos de risco e reduzir a pressão sobre o dólar.

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, um novo corte de juros nos EUA pode aumentar o diferencial de juros entre Brasil e EUA, incentivando o fluxo de capitais para ativos de maior retorno em mercados emergentes. “Além disso, a expectativa de um possível entendimento entre Donald Trump e Xi Jinping reforça o apetite por risco, impulsionando a Bolsa brasileira e favorecendo o câmbio”, acrescenta Shahini.

Fabricio Voigt, economista da gestora de patrimônio Aware Investments, observa que a valorização do Ibovespa sugere uma mudança nas expectativas de risco e retorno para o mercado de capitais brasileiro. Voigt ainda aponta que a recuperação dos preços das commodities e a percepção de maior previsibilidade na política econômica tem reforçado o apetite por ativos de risco.

Fonte: http://www.metropoles.com