O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), amplamente utilizado para reajustar contratos de aluguel, apresentou uma alta inesperada em setembro, conforme dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador, que é uma referência importante para o mercado imobiliário, superou as expectativas dos analistas.
Em setembro, o IGP-M atingiu 0,42%, um aumento em relação à taxa de 0,36% registrada em agosto. Esse resultado ficou acima da projeção do consenso Refinitiv, que estimava uma alta de 0,35% para o período. Apesar da aceleração recente, o IGP-M acumula uma queda de 0,94% no ano, mas ainda registra uma alta de 2,82% nos últimos 12 meses.
De acordo com André Braz, economista do FGV Ibre, a aceleração foi influenciada tanto pelo Índice de Preços ao Produtor (IPA) quanto pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC). “No caso do IPA, não houve alta nas matérias-primas, mas a queda entre os bens finais foi menos intensa, o que favoreceu a aceleração do IPA”, explicou Braz.
Ainda segundo o economista, o fim do bônus de Itaipu impactou o IPC, elevando o preço da energia elétrica e influenciando o custo de vida. Vale lembrar que o IGP-M, além de considerar os preços ao consumidor, também avalia os custos de produtos primários, matérias-primas, preços no atacado e insumos da construção civil.
O IGP-M é um indicador importante, pois serve de base para o reajuste de diversos contratos, incluindo os de aluguel de imóveis. A sua composição abrangente, que considera tanto os preços ao consumidor quanto os custos de produção, o torna um termômetro relevante para a economia brasileira.
Fonte: http://www.metropoles.com






