Influenciador Buzeira é Transferido para Presídio Superlotado em SP Após Prisão por Lavagem de Dinheiro

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O influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, amplamente conhecido como Buzeira nas redes sociais, foi transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP) na Zona Oeste de São Paulo, que opera acima de sua capacidade máxima. A transferência ocorre após sua prisão pela Polícia Federal em 14 de outubro, sob a acusação de envolvimento em um complexo esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, utilizando plataformas de apostas online.

Atualmente, Buzeira está detido no CDP IV de Pinheiros. Dados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) revelam que a unidade abriga 572 presos, ultrapassando a capacidade projetada para 566 detentos. Inaugurado em 2008, o CDP IV de Pinheiros, com uma área de 4 mil metros quadrados, destina-se a receber presos provisórios em regime fechado, que aguardam julgamento.

A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do influenciador, mantendo sua prisão preventiva. A decisão judicial ocorreu em meio às investigações da Operação Narco Bet, que apura o suposto envolvimento de Buzeira em um esquema internacional de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e jogos de azar.

Na decisão, a juíza federal Raecler Baldresca enfatizou a gravidade dos crimes imputados a Buzeira e mencionou a existência de outras ações penais contra ele na Justiça Estadual, incluindo uma relacionada a suspeitas de tráfico de drogas. A magistrada ressaltou que a “multiplicidade de processos reforça a necessidade da prisão preventiva para preservar a ordem pública”.

A defesa de Buzeira argumentou que a prisão seria uma medida desproporcional, alegando que a investigação se baseia principalmente em trocas de mensagens por aplicativos, as quais, segundo os advogados, não constituem prova suficiente para justificar a medida extrema. No entanto, a juíza manteve a prisão preventiva, considerando que os fundamentos que motivaram a detenção permanecem válidos e que medidas alternativas seriam insuficientes diante da complexidade do caso.

Fonte: http://baccinoticias.com.br