O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estima economizar R$ 2,5 bilhões em 2026 com a utilização do Atestmed, sistema que agiliza a concessão de auxílio-doença através da análise documental, dispensando a perícia presencial. A projeção consta em documento preparatório do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que deve ser encaminhado ao Congresso Nacional até o final de agosto.
A principal vantagem do Atestmed reside na redução do tempo de espera para a obtenção do benefício, o que impacta diretamente nos custos com pagamentos retroativos e correção monetária. Segundo os cálculos do INSS, cada benefício concedido via Atestmed gera uma economia anual de R$ 980, representando uma redução de R$ 5.147 para R$ 4.166 em comparação com o custo de uma perícia presencial.
Entretanto, as expectativas de economia nem sempre se concretizaram integralmente. Em 2024, por exemplo, a previsão inicial era de uma economia de R$ 5,6 bilhões, mas o valor efetivamente economizado foi de R$ 3,6 bilhões. A diferença se deveu, em parte, à demora na implementação completa do sistema e à greve dos servidores do INSS.
“A linha de atuação de implementação do novo fluxo de requerimento de auxílio por incapacidade temporária via fluxo AtestMed executou economia total em 2024 de R$ 3,68 bilhões, evitando aporte orçamentário para pagamento de despesas obrigatórias”, informa o documento. O Atestmed tem sido uma das principais apostas do governo para controlar os gastos com benefícios previdenciários, que representam um desafio constante para o orçamento.
Para 2025, a previsão era de economizar R$ 1,2 bilhão com a redução do prazo máximo dos benefícios concedidos via Atestmed, de 180 para 30 dias. No entanto, o governo recuou da medida, estendendo o prazo para 60 dias, com duração de 120 dias, sem divulgar uma nova estimativa de economia.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






