Intervenção no Banco Master Sacode o Sistema Financeiro: A Maior Crise Bancária da História do Brasil

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A intervenção do Banco Central no Banco Master marca um ponto de inflexão no sistema financeiro brasileiro. Considerada a maior da história, a operação de resgate do conglomerado financeiro supera em magnitude as crises que assolaram o país nas décadas passadas, como as do Bamerindus, Nacional e Econômico. A dimensão do Banco Master e o volume de recursos envolvidos colocam essa intervenção em uma escala sem precedentes.

O Banco Central optou pela liquidação extrajudicial do Banco Master S.A., paralisando suas operações e designando um administrador para liquidar seus ativos e quitar dívidas. Em contrapartida, o Banco Master Múltiplo foi colocado sob administração especial temporária, mantendo suas atividades sob a supervisão direta do Banco Central. Essa medida busca garantir a estabilidade e a continuidade dos serviços financeiros.

De acordo com dados oficiais, o conglomerado possuía impressionantes R$ 86,396 bilhões em ativos, o maior montante já visto em um processo de liquidação no Brasil. Além disso, o banco detinha R$ 62,2 bilhões em depósitos elegíveis à cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o mecanismo de proteção aos clientes em caso de falência bancária. Essa cifra recorde representa um desafio inédito para o FGC.

O FGC, que garante até R$ 250 mil por depositante, já atuou em 40 quebras bancárias nos últimos 30 anos. Contudo, nenhuma delas se compara à magnitude da crise do Banco Master. Essa intervenção, sem precedentes na história do sistema financeiro nacional, levanta questões sobre a saúde do setor e a eficácia dos mecanismos de proteção aos investidores.

Para contextualizar a relevância da intervenção no Banco Master, relembremos algumas das maiores crises bancárias da história do Brasil: Banco Nacional (1995), Banco Econômico (1995), Banco Bamerindus (1997), Banco Santos (2004), Banco PanAmericano (2010), Banco Cruzeiro do Sul (2012) e Banco Rural (2013). Cada um desses casos deixou um legado de perdas e questionamentos sobre a regulação e supervisão do sistema financeiro.

Fonte: http://www.infomoney.com.br