O cenário econômico global, marcado pelo fim das taxas de juros baixas e maior rigor fiscal, exige uma nova abordagem dos investidores. A diversificação, especialmente em mercados internacionais, emerge como estratégia crucial para mitigar riscos e potencializar retornos, um ponto de atenção para os investidores brasileiros, tradicionalmente mais focados no mercado doméstico.
“A diversificação é o único almoço grátis”, ressalta Daniel Popovich, portfolio manager da Franklin Templeton Investments. Ele argumenta que a alta correlação entre ativos de risco no Brasil torna a exposição internacional indispensável, permitindo aos investidores acessar diferentes ciclos econômicos e oportunidades de crescimento.
Em um mundo pós-pandemia, com juros mais altos, a renda fixa recupera seu atrativo. No entanto, especialistas alertam para a crescente intolerância dos mercados à desorganização fiscal, tanto em países desenvolvidos quanto emergentes. A disciplina fiscal torna-se, portanto, um fator determinante na alocação de capital.
Apesar da recente fraqueza do dólar, a moeda americana permanece como referência global, impulsionada pela solidez da economia e das instituições dos EUA. Contudo, a inteligência artificial (IA) surge como um elemento disruptivo, com potencial para redefinir a dinâmica econômica mundial, ao impulsionar a produtividade e mitigar pressões inflacionárias.
A baixa diversificação dos investidores brasileiros foi um dos temas centrais do XP Global Conference 2025, evento que reuniu especialistas para debater as tendências e desafios da alocação global de capital. A mensagem é clara: para navegar com sucesso no novo cenário econômico, é fundamental diversificar e olhar para além das fronteiras do Brasil.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






