O mercado financeiro aguarda com expectativa o Investor Day do Itaú (ITUB4), marcado para a próxima terça-feira. Investidores buscam sinais sobre o futuro da instituição, especialmente após um retorno de 15% nas ações nos últimos cinco anos e a solidez do índice de capital CET1, atualmente em 13,1%. O Goldman Sachs, inclusive, mantém recomendação de compra para os papéis da empresa.
Para o Goldman Sachs, três pontos merecem atenção especial durante o evento, visando identificar o potencial de valorização das ações. O primeiro deles reside nas possíveis melhorias de eficiência operacional. O banco tem demonstrado foco na gestão de custos, e o relatório do Goldman Sachs sugere que ainda há espaço para otimização nesse quesito.
No Itaú Day do ano anterior, a administração enfatizou que as iniciativas de eficiência visavam aprimorar a relação custo/receita, sem limitar a capacidade de reinvestimento no negócio. “Acreditamos que isso se tornou um ponto de interesse crescente para investidores que veem espaço para melhorar a eficiência, o que pode gerar valorização da lucratividade”, destaca o relatório.
Ainda sobre eficiência, o Itaú tem diminuído sua rede de agências, embora em ritmo mais lento que outros bancos privados. Paralelamente, a base de funcionários cresceu, impulsionada pela expansão internacional e pelo aumento do quadro de profissionais de tecnologia. Essa dinâmica representa, para o Goldman Sachs, um potencial de melhorias de eficiência e lucratividade a longo prazo.
Outro ponto de destaque é o “One Itaú”, iniciativa que visa oferecer um produto único e consolidado para toda a base de clientes. Segundo o banco, essa estratégia pode auxiliar no controle de custos e no aumento da receita, através da melhoria da principalidade. O aplicativo do “One Itaú” já apresenta resultados promissores, com mais de 10 milhões de clientes migrando para a plataforma.
Por fim, a robusta geração de capital do Itaú também está no radar dos investidores. Com um Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) acima de 23% e um índice CET1 de 13,1%, o banco deve manter a distribuição de dividendos adicionais. A expectativa é que o Itaú continue a remunerar seus acionistas de forma atrativa. O Goldman Sachs projeta um *payout* de 66% em 2025, o que corresponde a um rendimento de dividendos implícito de 7,5% neste ano.
Atualmente, as ações do Itaú estão sendo negociadas a 8,0 vezes o preço sobre lucro (P/L) esperado para 2026. O Goldman Sachs estabeleceu um preço-alvo de R$ 42 por ação, o que implica um potencial de valorização de 14% em relação ao fechamento recente, além de um rendimento de dividendos de 8%, reforçando a visão positiva sobre o futuro da instituição.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






