Em um novo desenvolvimento no caso da execução do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, a polícia prendeu o irmão de um dos suspeitos envolvidos no crime. A detenção ocorreu na manhã desta quarta-feira, em Praia Grande, litoral paulista, e o indivíduo foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para averiguação. Vale ressaltar que, até o momento, ele não é alvo de mandado de prisão.
A ação policial é um desdobramento das investigações que, na terça-feira, identificaram dois indivíduos com possível ligação ao assassinato. Um dos suspeitos já possui antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas, o que intensifica o foco das autoridades sobre ele. A polícia busca agora coletar o máximo de informações para elucidação do caso.
A investigação aponta que dois veículos foram utilizados na execução de Ruy Ferraz Fontes. Um dos carros foi incendiado logo após o crime, enquanto o outro foi abandonado, permitindo a coleta de fragmentos de DNA e impressões digitais. A Polícia Técnico-Científica está analisando esses vestígios e cruzando os dados com o banco criminal do estado de São Paulo.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) reforçou o compromisso das forças de segurança em solucionar o caso. “A prioridade máxima é solucionar esse caso. Temos várias linhas de investigação, várias possibilidades e nenhuma pode ser afastada”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas. Ele também ressaltou que uma pessoa já identificada tem reincidência criminal, com passagens por roubo e tráfico de drogas.
O governador Tarcísio de Freitas também abordou a questão da segurança do ex-delegado-geral. “Até porque se tivesse pedido nós daríamos. Temos algumas autoridades que contam com proteção do Estado e toda vez que a somos demandados, encaramos isso com muita responsabilidade. Se tivéssemos recebido algum pedido de proteção, se isso tivesse registrado, nós, com certeza, daríamos”, disse Tarcísio.
Relembrando o caso, Ruy Fontes, que atuava como secretário de Administração da prefeitura de Praia Grande, foi morto a tiros na última segunda-feira. Imagens de câmeras de segurança revelaram que ele foi perseguido em alta velocidade antes de ser interceptado e baleado por homens armados com fuzis.
Ruy Fontes teve uma longa e notável carreira na polícia, com mais de 40 anos de serviço. Ele ocupou cargos de destaque, como diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP) e Delegado Geral de Polícia do Estado de São Paulo. Ele foi responsável pela prisão de lideranças do PCC nos anos 2000, quando atuava na repressão a roubo de bancos, e enquanto delegado geral, função que exerceu até 2022.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






