Forças israelenses interceptaram e abordaram uma flotilha de ajuda humanitária, a Global Sumud, que se dirigia à Faixa de Gaza na madrugada desta quarta-feira. A ação ocorreu em águas internacionais, a aproximadamente 220 quilômetros da costa de Gaza, segundo relatos da própria flotilha em sua conta no X (antigo Twitter).
A Global Sumud denunciou o ataque como ilegal, afirmando que suas embarcações foram abordadas e tiveram suas transmissões ao vivo interrompidas. A flotilha transportava mais de US$ 110 mil em suprimentos médicos, equipamentos respiratórios e alimentos destinados a hospitais em Gaza. Eles alegam que a ajuda é vital para a população da região.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou a interceptação, justificando a ação como uma medida para impedir a violação do bloqueio naval à Faixa de Gaza, que Israel considera legal. Em comunicado, o ministério afirmou que os navios e seus passageiros serão conduzidos a um porto israelense.
A ação israelense tem gerado forte reação internacional. A Global Sumud apelou a governos e à comunidade internacional para condenarem o que consideram um “crime” e exigirem a libertação imediata da tripulação detida, bem como o fim do bloqueio a Gaza. Uma das embarcações, o navio Conscience, transportava mais de 90 pessoas, incluindo jornalistas, médicos e ativistas, quando foi alvo de um ataque de helicóptero militar israelense.
Entre as diversas reações, o presidente Lula declarou que Israel violou leis internacionais ao interceptar a flotilha. A situação permanece tensa, com a detenção dos ativistas e a apreensão dos suprimentos humanitários, reacendendo o debate sobre o bloqueio israelense à Faixa de Gaza e o acesso à ajuda humanitária na região.
Fonte: http://www.metropoles.com






