Longevidade x Poupança: Por Que Vivemos Mais e Aposentamos com Menos?

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A crescente expectativa de vida, aliada a desafios culturais e econômicos, tem gerado uma preocupação crescente: estamos vivendo mais, mas será que estamos nos preparando financeiramente para essa longevidade? Especialistas apontam que a falta de uma cultura de poupança e a preferência pelo consumo imediato são fatores cruciais nesse cenário, impactando diretamente a segurança financeira no futuro.

Historicamente, o Brasil enfrentou longos períodos de inflação alta, o que desestimulava a poupança. “No Brasil, duas ou até três gerações inteiras não foram educadas a poupar, porque viveram parte das suas vidas em ambientes de inflação elevada. Era um cenário em que, se você guardasse dinheiro hoje, amanhã ele poderia perder valor muito rápido”, explica Gleisson Rubin, diretor de Previdência do Grupo MAG e do Instituto de Longevidade. A estabilização da moeda com o Plano Real, embora um marco, ainda não reverteu totalmente essa mentalidade.

Ademais, o apelo ao consumo imediato dificulta a formação de reservas financeiras. Muitas pessoas priorizam a satisfação de desejos presentes, endividando-se e comprometendo a capacidade de poupar para o futuro. Esse comportamento, segundo especialistas, impede o acúmulo necessário para garantir um padrão de vida estável na aposentadoria.

Outro ponto crucial é o aumento da longevidade. Guilherme Hinrichsen, vice-presidente comercial da regional São Paulo da Icatu Seguros, ressalta que o dinheiro acumulado para a aposentadoria precisa durar mais tempo do que no passado. “A longevidade mexeu com todo o planejamento. As pessoas podem viver muito mais e até continuar trabalhando por mais tempo, o que altera conceitos antigos sobre aposentadoria.”

Diante desse panorama, o planejamento financeiro para a aposentadoria deve ser repensado. É fundamental considerar a fase da desacumulação, ou seja, o período em que o capital acumulado é utilizado para gerar renda. Planos de renda vitalícia, oferecidos por seguradoras, surgem como uma alternativa para garantir estabilidade financeira, mesmo diante da incerteza sobre a longevidade.

Fonte: http://www.infomoney.com.br