Mercado Ignora Trump e Acelera: Dólar Cede, Ibovespa Dispara em Busca de Novos Patamares

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Em um dia de otimismo nos mercados globais, o Brasil surfou a onda: o dólar recuou 0,63%, cotado a R$ 5,37, enquanto o Ibovespa saltou 0,86%, atingindo 144.627 pontos. Esse movimento desafiou as recentes ameaças de Donald Trump à China, mostrando uma resiliência do mercado financeiro. O apetite por risco, impulsionado por dados internos promissores, prevaleceu sobre as tensões geopolíticas.

O desempenho do real foi notável, figurando entre as moedas com melhor performance frente ao dólar. Analistas apontam para a taxa Selic elevada, fixada em 15% ao ano, como um fator crucial. Essa taxa atrai investidores estrangeiros por meio do “carry trade”, que consiste em tomar empréstimos em moedas de juros baixos para investir em países com taxas mais altas, como o Brasil.

Surpreendentemente, as novas declarações de Trump, que ameaçou taxar produtos chineses em até 155%, não abalaram o ânimo dos investidores. A medida seria uma retaliação ao controle mais rigoroso da China sobre a exportação de terras raras, essenciais para a indústria de alta tecnologia. Em paralelo, os EUA buscam alternativas, como o recente acordo com a Austrália para ampliar o acesso a minerais críticos.

No cenário doméstico, o Boletim Focus do Banco Central trouxe boas notícias, revisando para baixo as projeções da inflação para os próximos anos. “A estimativa dos agentes econômicos passou de 4,72% para 4,70% em 2025, na quarta redução seguida”, destacou o relatório. Essa perspectiva de inflação sob controle contribuiu para o clima favorável aos investimentos.

No Ibovespa, a Petrobras obteve licença para explorar petróleo na Foz do Amazonas e anunciou uma redução de 4,9% no preço da gasolina, um alívio para a inflação. Apesar disso, suas ações recuaram 0,60%. Em contrapartida, Vale e grandes bancos, como o Santander, registraram altas expressivas, impulsionando o índice.

Curiosamente, mesmo com o apetite por risco em alta, o ouro, considerado um ativo de refúgio, atingiu novos recordes. Os contratos futuros do metal com entrega para dezembro fecharam em alta de 3,47%, a US$ 4.359,40 por onça-troy. Esse movimento sugere uma busca por segurança em meio às incertezas globais, atuando como contraponto ao otimismo generalizado.

Fonte: http://www.metropoles.com