A semana nos mercados financeiros brasileiros começa com atenção redobrada ao cenário fiscal interno e às turbulências políticas internacionais. O Ibovespa busca reagir após uma semana instável, enquanto o dólar e as taxas de juros refletem as incertezas no radar dos investidores. Analistas ponderam os impactos do Boletim Focus, que revisou para baixo as projeções para câmbio e inflação em 2025, e da paralisação do governo dos EUA, que já ameaça demissões em massa.
No cenário corporativo, a Serena (SRNA3) teve sua Oferta Pública de Aquisição (OPA) aprovada e se prepara para deixar o Novo Mercado da B3. A Intercement apresentou um novo plano de recuperação judicial, buscando um acordo com credores e preservando as condições de pagamento aos fornecedores. Paralelamente, a Câmara dos Deputados tenta atenuar o desgaste da PEC da Blindagem com pautas de segurança e projetos relacionados ao metanol.
Os preços da gasolina no Brasil permanecem acima da paridade internacional, segundo a Abicom, com uma diferença de +10% ou +R$ 0,27 na média nacional. No mercado de petróleo, os barris operam em alta, impulsionados pela decisão da Opep+ de aumentar a produção em um volume menor do que o esperado. Na Europa, as bolsas operam majoritariamente em queda, impactadas pela crise política na França, onde o governo renunciou poucas horas após ser nomeado.
“Não se pode ser primeiro-ministro quando as condições não são atendidas”, declarou Sébastien Lecornu após sua renúncia relâmpago na França, evidenciando a instabilidade que assola o país. Nos EUA, a paralisação do governo entra em seu sexto dia, com a Casa Branca ameaçando demissões em massa. O mercado aguarda ansiosamente por dados econômicos que permanecem suspensos devido à paralisação, enquanto ativos alternativos como ouro e bitcoin ganham destaque.
O Ibovespa encerrou a última sexta-feira (3) com uma leve alta de 0,17%, aos 144.200,65 pontos. Os investidores permanecem cautelosos, acompanhando de perto os desdobramentos dos eventos globais e seus potenciais impactos na economia brasileira. O dia promete ser de intensa movimentação nos mercados, com os players atentos às falas do presidente do Banco Central e aos indicadores que possam sinalizar os próximos rumos da economia.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






