As ações da MRV (MRVE3) sofreram um forte impacto nesta terça-feira (7), com queda de 11,70%, fechando a R$ 6,34. A derrocada veio após a divulgação da prévia operacional do terceiro trimestre de 2025, que revelou desafios significativos para a construtora. O mercado reagiu negativamente aos números apresentados, levantando preocupações sobre o futuro da empresa.
De acordo com a MRV, as vendas líquidas e a geração de caixa foram prejudicadas por entraves na transferência de unidades. Mudanças nos critérios de pagamento da Caixa Econômica Federal (CEF) e atrasos em repasses de programas habitacionais estaduais e municipais impactaram negativamente o caixa em R$ 31 milhões e R$ 93 milhões, respectivamente. A empresa estima que, sem esses efeitos, teria gerado R$ 123 milhões em caixa.
A subsidiária americana da MRV, Resia, também apresentou desafios, registrando uma leve queima de caixa de US$ 1,5 milhão. Analistas de mercado demonstraram cautela em relação aos resultados. “Apesar da queima de caixa menor neste trimestre, o resultado não deve ter impacto relevante sobre a alavancagem”, avaliou o Goldman Sachs, em relatório.
O Itaú BBA destacou a resiliência das vendas, mas apontou a persistência da queima de caixa em todos os segmentos de negócios. O Bradesco, por sua vez, considerou a prévia “ligeiramente negativa”, mencionando a volatilidade do fluxo de caixa e os constantes obstáculos decorrentes de mudanças nas regras da Caixa e atrasos em programas habitacionais. O BBI expressou preocupação com os atrasos nos repasses de programas estaduais, que exigirão uma melhora mais consistente no quarto trimestre.
Apesar das avaliações mistas, algumas instituições financeiras mantêm perspectivas positivas para a MRV. O BBI reiterou a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 10, enquanto Goldman Sachs, Morgan Stanley e Itaú BBA mantiveram recomendação neutra, com preços-alvo de R$ 6,50, R$ 7 e R$ 9, respectivamente. O futuro da MRV, portanto, permanece incerto, dependendo de sua capacidade de superar os desafios atuais e melhorar seu desempenho nos próximos trimestres.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






