Netanyahu Condiciona Paz ao Desarmamento do Hamas e Ameaça: “O Inferno Vai Se Instalar”

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Em um momento crucial para as negociações de paz com o Hamas, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu estabeleceu uma condição rigorosa para a continuidade do processo, sinalizando um ponto de inflexão nas relações entre Israel e o grupo palestino. A declaração, feita após a visita de Donald Trump a Israel, adiciona tensão ao cenário já complexo da região. A exigência central é clara: o Hamas deve entregar suas armas e desmilitarizar completamente a Faixa de Gaza.

Netanyahu, em entrevista à CBS em Tel Aviv, enfatizou a importância da desmilitarização, ecoando as palavras do ex-presidente americano Donald Trump. “Concordamos em dar uma chance à paz”, afirmou o primeiro-ministro, ressaltando, no entanto, que o desarmamento do Hamas é um pré-requisito inegociável. Trump, por sua vez, havia declarado que, caso o Hamas não se desarmasse voluntariamente, os Estados Unidos interviriam para realizar o desarmamento, possivelmente de forma contundente.

O primeiro-ministro israelense reforçou o ultimato, alertando sobre as possíveis consequências caso o Hamas não cumpra as exigências estabelecidas. Segundo ele, a falha em desmilitarizar Gaza resultaria em sérias repercussões. “Primeiro, o Hamas precisa entregar suas armas. E, segundo, é preciso garantir que não haja fábricas de armas dentro de Gaza, nem contrabando de armamentos. Isso é desmilitarização”, declarou, sinalizando que a paz está condicionada à total ausência de capacidade bélica do grupo na região.

Ainda que Netanyahu expresse o desejo de uma resolução pacífica, a ameaça de uma escalada de violência paira sobre o processo de paz. O acordo mediado por Washington, que inclui a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, representa um passo significativo, mas a questão do desarmamento do Hamas permanece como um obstáculo fundamental. Enquanto o Hamas rejeita a exigência, o futuro das negociações permanece incerto e tenso.

O acordo de paz, além da troca de prisioneiros e reféns, prevê a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza e o envio de ajuda humanitária aos palestinos. Contudo, questões sensíveis como a governança pós-guerra, a criação de um Estado palestino e o futuro do Hamas ainda precisam ser definidas plenamente. Netanyahu busca ampliar a paz e ressalta que a disposição dele pode ser medida pelos Acordos de Abraão, que normalizaram as relações de Israel com quatro países árabes.

Fonte: http://www.metropoles.com