O padre Danilo César, alvo de críticas por comentários desrespeitosos à fé de matriz africana praticada por Preta Gil e sua família, enfrenta a possibilidade de ser proibido de realizar atividades religiosas. A medida punitiva pode ser aplicada caso ele seja condenado por intolerância e racismo religioso, crimes que a família de Gilberto Gil alega ter cometido.
O caso ganhou notoriedade após o anúncio de que a família Gil ingressará com uma ação judicial contra o religioso, solicitando uma indenização de R$ 370 mil por danos morais. A defesa da família se ampara na Lei 7.716/89, conhecida como Lei Caó, que criminaliza a discriminação ou preconceito por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
De acordo com Alan Pitombo, advogado e presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa da OAB-BA, a pena para crimes de racismo religioso cometidos online foi agravada em 2023, podendo resultar em até cinco anos de reclusão. “Outro fator importante é que o padre cometeu o crime durante uma prática religiosa, o que também pode aumentar a pena e causar uma proibição da prática religiosa”, explicou Pitombo.
Relembrando o caso, as declarações ofensivas do padre Danilo César foram proferidas uma semana após a morte de Preta Gil. Em uma transmissão ao vivo no YouTube, o religioso questionou a eficácia dos orixás, divindades centrais nas religiões afro-brasileiras, na cura da cantora, menosprezando a fé de Gilberto Gil.
“Deus sabe o que faz. Se for para morrer, vai morrer […] Qual o nome do pai de Preta Gil? Gilberto. [Ele] fez uma oração aos orixás. Cadê esses orixás, que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, questionou o padre, em vídeo que posteriormente foi removido da plataforma. O incidente ocorreu na Paróquia São José, localizada em Areial, interior da Paraíba, no dia 27 de julho.
Fonte: http://baccinoticias.com.br






