O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, respondeu às notícias sobre dificuldades no reabastecimento do avião presidencial, atribuindo o incidente às sanções impostas pelos Estados Unidos. Em declarações divulgadas, Petro esclareceu que o problema ocorreu em Cabo Verde, África, e não em Madri, como inicialmente divulgado.
Segundo o presidente, a empresa americana contratada pela Força Aérea Colombiana se recusou a fornecer combustível devido a restrições financeiras impostas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), também conhecido como “lista Clinton”. Petro negou ter sofrido “humilhação” em Madri, agradecendo o apoio da Espanha e criticando a desinformação.
Em resposta ao ocorrido, Petro anunciou o rompimento do contrato com a empresa americana responsável pelo fornecimento de combustível. “Ainda bem que a empresa americana está me submetendo a essa humilhação, porque o contrato com eles será quebrado”, declarou o presidente, demonstrando sua insatisfação com a situação.
Petro aproveitou a ocasião para reiterar suas críticas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem responsabiliza pelas sanções aplicadas contra ele e seu círculo familiar. “O mundo sabe que Trump está me perseguindo porque me opus ao genocídio em Gaza e ao crime no Caribe, não porque eu portava cocaína ou porque tinha parentes ligados ao crime organizado”, afirmou.
A tensão diplomática entre Colômbia e Estados Unidos se intensificou após a inclusão de Petro e membros de seu governo na lista SDN do governo americano, o que dificulta transações financeiras com cidadãos e empresas dos EUA. Além do incidente com o avião, há relatos de dificuldades para o presidente receber seu salário devido ao bloqueio de contas associadas a seu nome.
Fonte: http://www.metropoles.com






