O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu energicamente às sanções impostas pelos Estados Unidos a ele, sua esposa e seu filho. Através de suas redes sociais, Petro classificou a medida como um “grande paradoxo”, prometendo não ceder à pressão.
“A ameaça de Bernie Moreno se concretizou”, declarou Petro, referindo-se a sua inclusão na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). Ele anunciou que seu advogado de defesa será Dany Kovalik, dos Estados Unidos, e reiterou seu compromisso com o combate ao narcotráfico.
As sanções, segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, foram motivadas pelo suposto envolvimento de Petro em atividades ligadas ao tráfico internacional de drogas. A administração norte-americana alega que a produção de cocaína na Colômbia atingiu níveis recordes sob a gestão de Petro, o que teria beneficiado organizações narcoterroristas.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que desde a posse de Petro em 2022, “a produção de cocaína na Colômbia atingiu o ritmo mais rápido em décadas, inundando os Estados Unidos e envenenando os americanos”. As medidas restritivas, baseadas na Ordem Executiva 14059, preveem o bloqueio de bens nos EUA e a proibição de transações financeiras com cidadãos norte-americanos.
Petro, no entanto, mantém uma postura desafiadora. “Um grande paradoxo, mas nem um passo para trás e nunca de joelhos”, escreveu o presidente colombiano, sinalizando que não pretende alterar suas políticas em resposta às sanções.
Fonte: http://www.metropoles.com






