Petróleo Impulsionado por Sinais de Distensão entre EUA e China, Apesar de Temores Sobre Excesso de Oferta

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Os preços do petróleo registraram um leve aumento no fechamento desta quinta-feira, sustentados por um otimismo cauteloso em relação às relações comerciais entre os Estados Unidos e a China. O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping injetou esperança no mercado, reverberando nos contratos futuros. No entanto, as preocupações persistentes com o excesso de oferta global continuam a pairar sobre o setor.

O petróleo WTI para dezembro subiu 0,15%, cotado a US$ 60,57 o barril, enquanto o Brent para janeiro avançou 0,08%, atingindo US$ 64,37 o barril. Esse movimento positivo ocorre após uma sessão anterior de ganhos, inicialmente provocada pela inesperada redução nos estoques de petróleo bruto dos EUA. Contudo, analistas permanecem atentos aos fatores que podem limitar uma alta mais expressiva.

Apesar do avanço nas relações bilaterais, ainda não há confirmação de que a China irá interromper suas importações de petróleo da Rússia. Em contrapartida, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, manifestou a intenção de seu país em se tornar um importante fornecedor de petróleo para a China, Ásia e União Europeia. Essa dinâmica complexa ilustra as diversas forças que influenciam o mercado de petróleo atualmente.

Conforme Soojin Kim, da MUFG, “O petróleo bruto caminha para o terceiro mês consecutivo de queda, pressionado pelas expectativas de aumento da oferta da Opep+ e de produtores concorrentes”. A próxima reunião da Opep+, agendada para 2 de novembro, é vista com apreensão, pois pode resultar em aumentos na produção, intensificando as preocupações com o excesso de oferta.

Ademais, a recente decisão do Federal Reserve de cortar as taxas de juros, acompanhada da ressalva de Jerome Powell de que novos cortes não estão garantidos, adiciona uma camada de incerteza ao cenário econômico global e, consequentemente, ao mercado de petróleo.

Fonte: http://www.infomoney.com.br