Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionados por uma combinação de fatores geopolíticos e econômicos. As tensões contínuas envolvendo a Rússia e a Índia, somadas a sinais de recuperação na economia chinesa, injetaram otimismo no mercado. No entanto, a liquidez foi atenuada pelo feriado do Labor Day nos Estados Unidos, que manteve os mercados americanos fechados.
No fechamento, o petróleo WTI para outubro registrou alta de 1,02%, cotado a US$ 64,66 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Paralelamente, o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 0,99%, atingindo US$ 68,15 o barril. Esses movimentos refletem a sensibilidade do mercado às notícias globais.
A instabilidade geopolítica também exerce pressão sobre os preços. Declarações do ex-presidente Donald Trump criticando a dependência da Índia em relação ao petróleo e equipamentos militares russos reacenderam temores de sanções secundárias. Essa situação adiciona um componente de risco à já complexa equação do mercado de petróleo.
Além disso, preocupações com a oferta russa persistem. “Os mercados permaneceram preocupados com os fluxos de petróleo russo, com os embarques semanais de seus portos caindo para a mínima de quatro semanas, de 2,72 milhões de barris por dia”, destacou a ANZ Research, citando dados de monitoramento de navios-tanque. A redução no volume de exportações russas contribui para a elevação dos preços.
Por outro lado, dados econômicos positivos da China oferecem um contraponto. O índice de gerentes de compras (PMI) industrial chinês atingiu 50,5 em julho, indicando expansão da atividade econômica. A Capital Economics avalia que o número sugere uma aceleração econômica, o que, tradicionalmente, impulsiona a demanda por petróleo, influenciando positivamente os preços.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






