Pimco Zera Posição na Oi em Meio a Turbulências Financeiras e Disputas com Credores

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A Pacific Investment Management Company (Pimco), gigante do mercado financeiro, desfez-se integralmente de sua participação na Oi, marcando o fim de uma relação conturbada com a operadora brasileira. A decisão ocorre em um momento crítico para a Oi, que enfrenta um complexo processo de reestruturação e intensas disputas com seus credores. A venda das ações representa um marco significativo na saga da empresa, que luta para se reerguer após anos de dificuldades financeiras.

De acordo com comunicado divulgado pela Oi na última terça-feira, fundos administrados e assessorados pela Pimco alienaram a totalidade de suas 64.811.440 ações ordinárias. Essa fatia representava expressivos 19,73% do capital social total da companhia. A Pimco, em sua declaração, ressaltou que não possui planos de alterar o controle ou a gestão da Oi, nem mantém exposição a derivativos relacionados aos títulos da empresa. A empresa se recusou a comentar o assunto.

A trajetória da Oi tem sido marcada por desafios persistentes ao longo da última década. Em 2023, a empresa buscou proteção contra credores, logo após concluir uma primeira reestruturação que se estendeu por anos. Mais recentemente, um tribunal do Rio de Janeiro chegou a decretar a falência da Oi, decisão que foi posteriormente suspensa após recurso de um de seus principais credores. A situação evidencia a fragilidade da operadora e a complexidade de sua reestruturação.

Em meio a esse cenário turbulento, a Pimco se viu no centro de uma polêmica. Um juiz ordenou uma investigação sobre o papel da gestora como acionista relevante da Oi. Documentos judiciais revelaram que a Pimco alegou não ser acionista, mas sim administradora de fundos credores que detinham ações da empresa. A aquisição dessas ações teria ocorrido no âmbito do plano de recuperação judicial da Oi, previsto para 2024, e não por meio de uma “aquisição voluntária”.

“Em resumo, o que ocorreu foi uma operação de recuperação financeira de uma empresa em dificuldades, e não uma aquisição”, afirmou a Pimco em documentos judiciais. Paralelamente, as ações ordinárias da Oi têm sofrido quedas expressivas desde 2021, acumulando perdas de cerca de 96% no ano corrente e atingindo patamares historicamente baixos. O futuro da Oi permanece incerto, enquanto a empresa busca um caminho para superar seus desafios e restabelecer sua saúde financeira.

Fonte: http://www.infomoney.com.br