Preços do Petróleo Recuam em Meio a Temores de Excesso de Oferta e Demanda Anêmica

CLIQUE AQUI | Avaliação de crédito para produtores rurais. Assessoria para obtenção de financiamentos agrícolas com taxas diferenciadas.

Os preços do petróleo encerraram a semana em baixa, pressionados por preocupações persistentes sobre a abundância de oferta global e sinais de enfraquecimento na demanda. A expectativa inicial de que um corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve impulsionaria o consumo não se concretizou, intensificando o sentimento negativo no mercado.

O contrato futuro do Brent para entrega em novembro fechou a US$66,68 o barril, registrando uma queda de 1,1%. Da mesma forma, o West Texas Intermediate (WTI) dos EUA recuou 1,4%, cotado a US$62,68. Apesar do desempenho negativo na sessão, ambos os contratos de referência acumularam ganhos na semana, marcando a segunda semana consecutiva de valorização.

Analistas apontam que o fornecimento robusto, juntamente com a flexibilização dos cortes de produção pela OPEP, contribui para o cenário de excesso de oferta. “O fornecimento de petróleo continua robusto e a Opep está reduzindo seus cortes na produção de petróleo”, observou Andrew Lipow, presidente da Lipow Oil Associates. Ele também destacou a ausência de impactos significativos nas exportações russas de petróleo, apesar das sanções.

A decisão do Fed de reduzir sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, embora geralmente vista como um estímulo à demanda, não surtiu o efeito desejado no mercado de petróleo. John Kilduff, sócio da Again Capital, ponderou que futuros cortes de taxas podem, na verdade, enfraquecer o dólar, tornando o petróleo mais caro para os compradores.

Além das preocupações com a oferta, o lado da demanda também levanta apreensões. Agências de energia, incluindo a Administração de Informações sobre Energia dos EUA, sinalizaram um enfraquecimento na demanda, atenuando as expectativas de um aumento significativo nos preços no curto prazo, segundo Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.

Fonte: http://www.infomoney.com.br