A indústria brasileira registrou um crescimento de apenas 0,1% em outubro, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira. O resultado ficou aquém das expectativas do mercado, que projetava uma expansão mais robusta. Esse desempenho moderado levanta questionamentos sobre o ritmo de recuperação do setor.
Embora a produção industrial esteja 2,4% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), ainda se encontra 14,8% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011. A comparação com outubro do ano anterior revela uma retração de 0,5%, contrastando com a expectativa de alta de 0,4% apontada por economistas consultados pela Reuters.
No acumulado do ano, o setor industrial apresenta um avanço de 0,8%, com um crescimento de 0,9% nos últimos 12 meses. Apesar de permanecer em território positivo, o ritmo de expansão demonstra uma desaceleração em relação aos meses anteriores. A pesquisa do IBGE detalha os fatores que influenciaram esse desempenho.
“O avanço foi influenciado pela maior extração de petróleo, minério de ferro e gás natural”, explicou André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, referindo-se ao bom desempenho das indústrias extrativas, que cresceram 3,6%. Outros setores com resultados positivos foram os de produtos alimentícios (0,9%) e veículos automotores (2,0%).
Contudo, nem todos os segmentos apresentaram crescimento. A produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-3,9%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,8%) tiveram um impacto negativo na média geral. “A indústria farmacêutica… observa-se a menor fabricação de medicamentos”, complementou Macedo, evidenciando os desafios enfrentados por alguns setores específicos.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






