Real Forte: Juros Altos Atraem Investidores e Impulsionam Bolsa a Novo Recorde

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Em um cenário de apetite por risco, o mercado financeiro brasileiro exibiu força nesta quinta-feira. O dólar recuou ligeiramente, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, cravou seu nono recorde consecutivo, embora com uma variação mínima que o manteve praticamente estável em 153.338,63 pontos.

A queda do dólar, cotado a R$ 5,34, reflete um movimento global de enfraquecimento da moeda americana, como aponta Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. O índice DXY, que mede o dólar frente a outras divisas importantes, também registrou baixa. No entanto, a política monetária brasileira exerce um papel fundamental.

A manutenção da taxa Selic em 15% pelo Copom, vista como um sinal de firmeza, impulsiona o chamado “carry trade”. Essa estratégia, na qual investidores tomam empréstimos em países com juros baixos para aplicar em mercados mais rentáveis, torna o Brasil um destino atraente, ostentando o segundo maior juro real do mundo, atrás apenas da Turquia.

João Duarte, sócio da ONE Investimentos, ecoa a importância da Selic: “O Copom manteve a Selic em 15% e deixou claro que os juros vão permanecer nesse nível por um período bastante prolongado”, afirma. “Esse tom mais duro reforça o carry trade, atrai capital estrangeiro e dá suporte ao real.”

No exterior, a expectativa de um possível arrefecimento do mercado de trabalho americano, com a consequente possibilidade de novos cortes de juros pelo Fed, contribui para a queda global do dólar. Enquanto isso, o Ibovespa, impulsionado pelo cenário favorável, chegou a atingir um pico intradiário de 154.352,25 pontos, consolidando o otimismo no mercado brasileiro.

Fonte: http://www.metropoles.com