Moscou expressou forte oposição aos recentes ataques realizados pelos Estados Unidos na costa da Venezuela, reacendendo tensões geopolíticas na região. A condenação veio à tona após uma conversa telefônica entre os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e da Venezuela, Yván Gil, sinalizando o contínuo alinhamento entre os dois países.
O Ministério das Relações Exteriores russo emitiu um comunicado expressando “séria preocupação com a escalada das ações de Washington no Caribe”, alertando para possíveis consequências desestabilizadoras para a região. Lavrov enfatizou que a Rússia “condena veementemente o novo ataque realizado pelos militares americanos em 3 de outubro contra um navio em águas internacionais perto da Venezuela”, conforme divulgado.
A Rússia também manifestou apreensão quanto a possíveis manobras dos EUA para ampliar o escopo da resolução da ONU sobre a missão internacional no Haiti, ligando-a à sua “guerra declarada contra os cartéis de drogas”. Essa preocupação demonstra a desconfiança de Moscou em relação às motivações e ações dos Estados Unidos na região.
Reafirmando o apoio inabalável ao governo de Nicolás Maduro, o Kremlin declarou “amplo apoio e solidariedade à liderança e ao povo venezuelanos”. Moscou garantiu que manterá a coordenação diplomática com Caracas em fóruns internacionais, especialmente na ONU, defendendo a soberania venezuelana contra o que considera interferências externas. A Rússia tem sido um importante aliado político e econômico da Venezuela nos últimos anos.
A escalada da tensão ocorre após a divulgação, pelo ex-presidente Donald Trump, de um vídeo de um ataque a uma embarcação venezuelana. O Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, informou que a ação resultou em quatro mortes. Trump justificou a ofensiva como parte da sua política de combate ao tráfico de drogas, alegando que o navio transportava substâncias ilícitas.
Fonte: http://www.metropoles.com






