Secretário do Tesouro dos EUA critica Fed, mas defende sua independência

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O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, expressou críticas contundentes à atuação do Federal Reserve (Fed) nesta segunda-feira, apesar de reafirmar a importância da independência do banco central. Em entrevista, Bessent argumentou que o Fed “cometeu muitos erros” e defendeu o direito do presidente Donald Trump de intervir em questões internas da instituição. A declaração reacende o debate sobre a autonomia do Fed e o papel da política em suas decisões.

Bessent também abordou a polêmica em torno da diretora do Fed, Lisa Cook, acusada de fraude hipotecária. Embora não tenha citado nomes, ele enfatizou que, se as alegações contra um membro da diretoria forem verdadeiras, essa pessoa deveria ser afastada do cargo. “Fiquei muito surpreso com o fato de o Fed não ter feito uma análise independente”, declarou Bessent, sinalizando uma possível insatisfação com a postura do banco central em relação ao caso.

A controvérsia se intensifica com a alegação de que Trump busca remover Cook para nomear um aliado que promova seus interesses políticos no Fed. A diretora, por sua vez, contesta a legitimidade da ação e move um processo contra Trump e o próprio Fed, alegando falta de autoridade legal para sua remoção. A situação levanta sérias questões sobre a influência política no banco central e a proteção de sua autonomia.

Apesar das críticas, Bessent minimizou as preocupações sobre a reação dos mercados às ações do governo Trump. “O S&P 500 está em um novo pico e os rendimentos dos títulos estão bons. Portanto, ainda não vimos nada”, afirmou, buscando tranquilizar os investidores quanto à estabilidade econômica do país. Contudo, a persistência das críticas e a incerteza em torno da composição da diretoria do Fed podem gerar volatilidade nos mercados no futuro próximo.

Para finalizar, Bessent instou o Senado a confirmar rapidamente Stephen Miran para um cargo temporário, substituindo Adriana Kugler, que deixou o cargo no início de agosto. A nomeação de Miran, presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, pode fortalecer a influência do governo Trump nas decisões do Fed, intensificando ainda mais o debate sobre a independência do banco central.

Fonte: http://www.infomoney.com.br