Após uma semana de impasse orçamentário, o governo dos Estados Unidos enfrenta um shutdown com impactos crescentes na economia e nos serviços públicos. Sem acordo à vista no Congresso, a gestão Trump vê recursos federais bloqueados e servidores sem pagamento, afetando desde o funcionamento de aeroportos até a remuneração das Forças Armadas. A crise expõe a fragilidade da situação orçamentária e reacende tensões políticas.
A paralisação, desencadeada pela não aprovação do orçamento federal proposto pelo presidente, tem como ponto central a disputa em torno do financiamento do programa de saúde Obamacare. Democratas insistem na manutenção dos recursos, enquanto o governo busca adiar a discussão. Essa divergência tem levado a um cenário de incerteza para quase um milhão de servidores federais, que estão em licença não remunerada, e outros 700 mil que trabalham sem receber seus salários.
O impacto do shutdown se estende para além do funcionalismo público. A Administração Federal de Aviação (FAA) já reporta atrasos em aeroportos importantes devido à falta de pessoal, com controladores de tráfego aéreo e agentes da TSA trabalhando sem remuneração. O Secretário de Transportes, Sean Duffy, alertou para o aumento do número de faltas e a redução de equipes, o que afeta diretamente a eficiência do sistema aéreo.
A situação é considerada “inaceitável” pelo jornalista e observador da Casa Branca, Fernando Hessel, que critica a postura de Trump ao usar o impasse como ferramenta de pressão política. Hessel argumenta que as Forças Armadas não deveriam ser envolvidas em disputas domésticas, e que a atitude do presidente agrava a instabilidade institucional. A possibilidade de militares ficarem sem pagamento no dia 15 de outubro eleva a tensão.
Diante desse cenário, o Congresso busca alternativas para contornar a crise. Mike Johnson, presidente da Câmara, planeja uma reunião privada com parlamentares republicanos para discutir possíveis soluções. No entanto, a falta de votos para aprovar propostas de financiamento de curto prazo no Senado indica que o impasse pode persistir, prolongando os prejuízos para a economia e a população americana.
Fonte: http://www.metropoles.com






