Taiwan Aumenta Gastos Militares em Resposta à Pressão Chinesa e Acende Alerta na Região

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Em um movimento que agrava ainda mais as tensões geopolíticas na Ásia, Taiwan anunciou um aumento significativo em seus gastos militares. O presidente Lai Ching-te revelou um orçamento especial de defesa de US$ 40 bilhões, justificado pela “crescente pressão de Pequim”. O objetivo declarado é fortalecer as capacidades de defesa da ilha, especialmente no âmbito de estratégias assimétricas.

Ching-te utilizou a rede social X para comunicar sua intenção de robustecer as defesas taiwanesas, enquanto busca desenvolver uma indústria de defesa “robusta e de espectro completo”. Segundo o presidente, o investimento representa um compromisso inabalável com a defesa da democracia em Taiwan. A medida surge em um momento de crescente tensão entre Japão e China, com Taiwan no centro do debate.

A decisão de Taiwan ocorre em meio a declarações contundentes do Japão, que se posicionou sobre a possibilidade de uma intervenção militar em caso de um ataque chinês à ilha. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que um bloqueio naval chinês a Taiwan poderia representar uma ameaça existencial ao Japão, justificando o uso da força para autodefesa. A China reagiu com veemência às declarações, exigindo retratação.

O presidente taiwanês também informou que pretende elevar a meta de investimento em defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2023. “Minha mensagem aqui é clara: a dedicação de Taiwan à paz e à estabilidade é inabalável”, afirmou Ching-te. Ele ainda enfatizou que nenhum país estará mais determinado a salvaguardar o futuro de Taiwan do que o próprio Taiwan.

Além disso, Ching-te anunciou a aceleração do desenvolvimento de um sistema de defesa projetado para proteger Taiwan contra mísseis, foguetes, drones e aeronaves de combate da China. Ele também ressaltou a importância das declarações de apoio de diversos países, incluindo Japão, Estados Unidos, e membros do G7, como elementos de dissuasão na região. Taiwan se mantém como um ponto nevrálgico nas relações internacionais, com implicações que transcendem a disputa territorial com a China.

Fonte: http://www.metropoles.com